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Ciência em busca da cura do Alzheimer

VIVA MAIS | Sede Social

14 de abril de 2016

É comum a cultura popular confundir o significado da palavra demência, definida pela medicina como o declínio das funções cognitivas ou não do corpo humano. Hoje, a forma mais comum desse tipo de degeneração neurológica é a Doença de Alzheimer. Entre os principais sintomas estão a perda da memória recente e, com o tempo, das funções cognitivas, como a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. O quadro costuma evoluir até a dependência total do paciente.

No Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), das cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, 900 mil sofrem desse mal. Estima-se ainda que, no mundo, teremos 22 milhões de portadores da doença até 2025. “Atualmente, já é possível obter um diagnóstico antes mesmo de o paciente apresentar incapacidade. Isso porque sintomas de outras enfermidades semelhantes ao Alzheimer podem ser descartados por meio de um exame do tecido cerebral”, destaca o geriatra Sílvio Pinho.

Embora a prevalência do Alzheimer na faixa etária de 60 a 65 anos esteja abaixo de 1%, depois dos 85 anos a doença atinge de 30% a 40% da população mundial. O risco de desenvolver a síndrome é maior em pessoas com histórico familiar de demência ou outro tipo de degeneração neurológica que, entre os idosos, atinge de 12% a 19% das mulheres e de 6% a 10% dos homens. “Já houve casos de pessoas com 44 anos desenvolverem Alzheimer, mas é algo incomum. A ordem de importância para o diagnóstico é o histórico médico do paciente, a avaliação neuropsicológica e exames complementares. A doença incide um pouco mais sobre as mulheres, talvez pelo fato delas terem uma expectativa de vida maior. Contudo, nenhuma pesquisa comprova a influência de gênero nessa questão”, explica José Mauro Ferreira, neurologista credenciado da Cassi.

Tratamento em evolução

Apesar de ser uma doença ainda sem cura, o objetivo dos medicamentos e tratamentos existentes hoje é retardar a evolução do Alzheimer, preservando por mais tempo as funções intelectuais do paciente. Para isso, é importante adquirir conhecimentos que criam novas conexões entre neurônios e aumentam a reserva intelectual. Estudos também sugerem a atividade física como outro método preventivo.

Pesquisas realizadas nos últimos anos sobre o Alzheimer apontam para breve o surgimento de tratamentos mais eficazes. Atualmente, uma das abordagens promissoras em estudo é uma vacina capaz de estimular o sistema imunológico a reconhecer, detectar e evitar substâncias tóxicas para os neurônios em nosso organismo. Embora em fase experimental, a proposta é uma das primeiras evidências de que a doença pode ser controlada.

Tecnologia aliada

No início deste ano, a Samsung lançou o aplicativo de celular Backup Memory, criado para auxiliar pacientes com Alzheimer. O programa envia informações e fotos de pessoas que tenham o aplicativo instalado no telefone para o aparelho do paciente, permitindo que ele as reconheça como amigos ou familiares.

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